Amesterdão...ainda bem que há uns meses me passou pela cabeça fazer um fim de semana a dois e ir conhecer Amesterdão...
...ainda bem que ao longo dos anos fui acumulando uma pequena “frustração” de fazer escalas em Amesterdão e nunca ter saído do Aeroporto...
...ainda bem, que decidi que seria desta que iria sair do Aeroporto e conhecer Amesterdão.
Venho com esta sensação de que, até hoje, é a Cidade que mais gostei de conhecer!
Venho apaixonada...tanto...que me vejo a mudar a minha vida e a ser capaz de ser Feliz a viver em Amesterdão!!!
Gostei de tudo, de tudo mesmo, de cada recanto, de cada pormenor, de cada vivência e de cada pessoa.
Amesterdão é uma cidade pequena, com 800 mil pessoas, quase metade emigrantes que escolheram Amesterdão para viver. Por essa razão e juntando à quantidade de turistas, Amesterdão apresenta uma diversidade cultural incrível.
Gostei tanto de tudo, que sinto dificuldade em distinguir e exprimir tudo o que vi e vivi.
Se calhar, começar por dizer que 3 dias em Amesterdão, bem aproveitados, dão para ver muita coisa...se não quiser visitar os cerca de 50 museus que existem, a fundo.
Obviamente que em 3 dias, tivemos de selecionar o que nos atraía mais ver relacionado com Arte.
Obviamente, e penso que os comuns dos mortais, fazem a mesma escolha: selecionámos o Museu Van Gogh e o Museu Rijks.
MUSEU VAN GOGH
O Museu Van Gogh mereceu uma manhã de visita, onde encontramos a Arte deste Artista, nas suas várias fases, a sua história trágica (acabou os seus dias num Asilo psiquiátrico), e ainda a Arte de quem o influenciou e de amigos.
Foto: Nelson Cristo
Vale muito a pena esta visita, e impressionou-me imenso um quadro que não conhecia: “Comedores de batatas”.
Fiquei largos minutos a observar todos os pormenores e a tentar desvendar a motivação para aquele quadro...só depois fui ler a explicação...e não estive muito longe.
É um quadro da sua primeira fase de pintor e é muito realista...nele é retratado a miséria dos camponeses, a sua fisionomia rude de quem trabalha arduamente e honestamente para ter uma refeição à mesa (batatas). Foi isto mais ou menos que Van Gogh quis transmitir e conseguiu!!!
Uma vez que não é permitido tirar fotos neste Museu, aqui fica uma foto do quadro retirado da internet.
MUSEU RIJK
O edifício deste Museu, já considerado dos mais importantes da Europa, é lindíssimo.
É um edifício do século 19, de autoria de Pierre Cuypers. Este edifício foi renovado recentemente pelas mãos da dupla de arquitetos espanhóis Cruz e Otiz e consta que a mesma levou 10 anos e foi uma obra milionária.
Este Museu e o de Van Gogh e mais uns quantos ficam todos na praça dos Museus...uma praça imponente e ainda se torna mais, pela imponência deste edifício.
Quando entrámos no Museu...outro delírio...só o Hall de entrada impressiona.
A sua arquitetura alta, cheia de luz, pessoas, um café e uma exposição de animais empalhados. Só reparámos nesta ultima, porque havia crianças deitadas no chão a desenhar os animais...achei delicioso...e ainda não tinha visto nada!!!
Foto: Nelson Cristo
Mais uma vez, entrámos no Museu com um interesse particular: ver Quadros de Rembrandt e Johannes Vermeer.
Já o disse, não somos grandes conhecedores de Arte:
...mas o quadro “Ronda da Noite” de Rembrandt foi tema de estudo numa qualquer disciplina na Escola e a minha mãe (grande entusiasta de Arte) ajudou-me a “lê-lo” e a conhecê-lo.
Vermeer conhecemos mais pelo filme “The Girl with a pearl earring”, de 2003, que retrata uma história fictícia de como o pintor teria produzido o quadro com o mesmo nome.
Este quadro não se encontra neste museu, mas existem outras obras de Vermeer dignas de registo.
Penso que para se ver o Museu por completo, será preciso pelo menos um dia inteiro, tal a diversidade e várias épocas retratadas. Não o fizemos, mas ainda conseguimos visitar a Biblioteca do Museu, que vale muito a pena.
Neste Museu pode-se tirar fotos e existem bastantes crianças pelo chão a desenhar ... e todas entusiasmadas!
Visitados os Museus (que fizemos em duas manhãs), era tempo de conhecer e Cidade e deambular pela mesma. É muito fácil andar em Amesterdão...é uma cidade toda plana, pelo que se pode fazer bem de bicicleta. Aliás, existem bicicletas por todo o lado (todas as informações apontam para cerca de 600 000 bicicletas em toda a cidade) e pelo que vi...devem ser mesmo. Todo o tipo de pessoas usam a bicicleta, e ainda mais impressionante, a qualquer hora do dia e da noite...vi senhoras e jovens por volta das 23H de bicicleta.
Mas nós não alugamos nenhuma e optamos pelo que chamam o Tram – elétrico urbano.
Á frente do nosso hotel, tínhamos mesmo uma paragem do 12, ou seja, aquele que nos dava acesso à Praça dos Museus e outros locais centrais e ainda nos permitia fazer transfers para outras zonas.
Nunca esperámos mais de 5 minutos, atrás de um, vinha sempre outro. Os transportes públicos são excelentes por aqui.
No tram nunca andamos “enchouriçados”...uma vez que funcionam regularmente e com muita pontualidade, não há necessidade de encher as carruagens...além disso, cada elétrico tem um funcionário a organizar o espaço e a ajudar todos os utilizadores. Todos estes funcionários falam Inglês, pelo que nunca tivemos preocupações acerca das direções a tomar...ajudaram sempre!!!
Um pouco caro, mas compensou largamente...de tram conseguimos ver e visitar quase tudo, entravamos numa paragem, saiamos, voltávamos a entrar...sempre com o mesmo bilhete, que se pode comprar para 48 horas.
E por Hotel:
Os mais centrais, são caríssimos! Ficamos no Golden Tulip Amesterdam e o preço/ qualidade é bem razoável. Não é central, mas apanhando o tram, em 10 minutos estávamos em qualquer lado.
Amesterdão é uma cidade extraordinária! É a cidade mais diferente daquilo tudo que conheço...a sua arquitetura, as casas ligadas aos inúmeros canais, as ruas e monumentos históricos, as bicicletas, o seu liberalismo não anárquico, as pontes (uma atrás da outra) e um sem fim de pormenores deliciosos!
Amesterdão merece visitas sem fim...e tenho a certeza de que cada uma vai ter uma descoberta diferente.
Desta vez, eis tudo o que descobrimos e nos “deliciámos” a dois:
Praça dos Museus (Museumplein): é a praça entre os Museus Van Gogh e Rijks. È uma praça enorme e cheia de vida.
Nesta praça, está o “monumento” I amsterdam...umas letras garrafais de homenagem a Amesterdão, mas tão cheia de gente que quase não se percebe o que é...todos querem tirar uma foto no “monumento”.
Aqui, sente-se que os nativos, apesar do frio, gostam de andar na Rua. Existe um lago, que nesta época, estava gelado e havia muita gente a aproveitar para patinar. Nos grande relvados da praça, havia pessoas e grupos a fazer desporto.
Foto: Nelson cristo
Praça Dam: pareceu-nos que aqui seria a parte mais central da Cidade, onde todos se encontram...nativos e turistas. É uma praça lindíssima e é onde se localiza o Palácio Real do Século XVII. A praça Dam tem ainda outros edifícios lindíssimos.
Também cheia de gente, que carregava sacos de lojas nas Ruas que confluem para a praça.
Foto: Nelson Cristo
Os canais: Amesterdão tem 160 canais e cerca de 1500 pontes. A arquitetura da cidade juntamente com os canais, é o que me atrai mais em Amesterdão...cada rua, edifício, canal, ponte, tem ar de cenário. Não andámos de barco em nenhum canal, ficará para uma próxima, mas vimos muitos e também à noite...iluminados são ainda mais bonitos! Por esta razão, costuma-se apelidar Amesterdão, a “Veneza do Norte”!!
Foto: Nelson Cristo
Foto: Nelson Cristo
As bicicletas: Andar de bicicleta é tão natural como deslocar-nos de carro...a qualquer hora, com qualquer roupa, para qualquer lugar...há sempre homens, mulheres, crianças, velhos e novos a andar de bicicleta.
Há quem defenda que Amesterdão é para ser conhecida de bicicleta...nós não o fizemos...talvez um dia...
Foto: Nelson Cristo
Foto: Nelson Cristo
Red Light District: No Bairro De Wallen, um Bairro normalíssimo e muito bonito, com residências, igrejas, restaurantes, parque infantil. É onde podemos ver a prostituição legalizada na Holanda. A atividade é regulamentada e não pode ser levada a cabo nas ruas. Aqui, vemos em vitrinas mulheres semi-nuas a “exibirem-se” para potenciais clientes.
É proibido tirar fotos e acho bem...gostei do Bairro, mas não gostei de as ver assim tão expostas em vitrines (como se fossem produtos). Sei bem que é pior andar na rua e desprotegidas...
Foto: Nelson Cristo
Drogas: O consumo de drogas leves, na Holanda é tolerado e fiscalizado. Existem por toda a Cidade Coffee Shops, que não servem cafés, mas onde se pode comprar e fumar tudo o que é droga leve.
Nas Ruas, de vez em quando, sente-se o cheiro de alguém que está a fumar...mas na Rua, não é assim tão tácito que se possa fumar drogas...
Amesterdão, é uma cidade super tolerável...com a diversidade de raças, com a homossexualidade, com a prostituição, com as drogas...e ninguém parece minimamente incomodado com a diferença...e se calhar, é esta tolerância, que faz toda a diferença.
Bairros: Um dia fomos andar para o Bairro Jordaan. Não nos pareceu muito turístico. Com um Mercado de Rua enorme e cheio de cafés e lojas engraçadas, pareceu-nos um Bairro calmo e onde foi possível assistir a saída da Escola de crianças.
Nas suas bicicletas, pais e mães dirigem-se à escola e depois ou os miúdos acompanham na sua própria bicicleta ou os pais rebocam os mesmos em “reboques” para crianças...Vimos este cenário perto da hora do almoço.
Li algures que a Escola por aqui termina quase todos os dias às 15H ou antes...e que o dia de trabalho vai das 8H às 16H...ou seja...tempo para viver, disfrutar da família, amigos e da cidade!!!
Neste dia, e tudo a pé, fomos ver outros Bairros e sentir como se vive por aqui.
Mercados de Rua: há imensos, de flores (tulipas), mercados de roupa, frutas...e são normalmente junto a um canal e super coloridos.
Foto: Nelson Cristo
A Casa de Anne Frank: É possível visitar o sótão/ anexo (agora vazio) onde se escondeu esta menina, a família e amigos.
É possível...mas não é fácil...comprar bilhetes on-line só para visitas até às 15H e depois disto, só enfrentando uma fila enorme. A fila era mesmo muito grande e estava muito frio...pelo que desistimos de visitar...ficará também para uma próxima!
Restaurantes: Penso que pelo facto, de metade dos habitantes de Amesterdão serem emigrantes, existem imensos restaurantes com comidas de todo o Mundo.
Quisemos ir a um tipicamente Holandês e depois de várias tentativas de marcação, lá conseguimos.
Muito giro e acolhedor, a comida é formidável: comemos uma sopa típica, de ervilha com carnes e pão lá dentro, e o cabbage (espécie de migas de cove roxa...agridoce) com carne.
O Restaurante é o Pantry.
Para rematar, comemos uma tarte de maçã...típica e que existe em todos os cafés...deliciosas!!!
Para petiscar à noite e beber qualquer coisa descobrimos o Foodhallen.
O conceito é o mesmo que temos no Mercado da Ribeira em Lisboa, embora tenhamos achado o ambiente mais intimista. Não nos pareceu que fosse sitio para turistas e estava-se muito bem aqui...
Amesterdão é isto tudo e muito mais, e como já referi...é cidade que me vai “ver” mais vezes...vai...vai...
Série de Fotos: Nelson Cristo
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
#47 - A música da minha vida...ou o que estou a ouvir agora...ou a musica do momento...ou porque me apetece
Tive a sorte de me ter calhado, cunhados impecáveis.
Mas hoje vou falar daquele que é casado com a minha irmã Rita.
Eu e o meu cunhado damo-nos muito bem e temos imensa cumplicidade...
Eu e o meu cunhado somos aqueles que levamos regularmente, os nossos cônjuges, ao limite...
...Somos aqueles que perdemos carros, colocamos os nosso pertences em carros alheios, fechamos portas com chaves por dentro, perdemos chaves, documentos, papéis...frangos...e sei lá mais o quê....
...Somos aqueles que saímos sozinhos com quatro crianças e é sempre a descontração total...é deixá-los livres nas lojas de brinquedos, na praia, nos parques...
O meu cunhado é aquele que me apoia sempre em todas as situações e sempre com imensa calma e sempre de boa vontade.
Hoje, ouvi esta música da Whitney Houston (que adoro) na rádio ...e lembrei-me dele.
Lembrei-me porque a última vez que dancei numa Disco, a “curtir” um som, foi com ele, na passagem de ano....Estávamos com a família inteira, mas eu e ele mais as nossas 4 crias, fomos praticamente os donos da pista...por meia horinha. (crianças, familiares que já ultrapassaram a idade do “meio bilhete” e mais a minha irmã com sono, não nos deixaram “curtir” mais)...
Whitney Houston - I Wanna Dance With Somebody
Mas hoje vou falar daquele que é casado com a minha irmã Rita.
Eu e o meu cunhado damo-nos muito bem e temos imensa cumplicidade...
Eu e o meu cunhado somos aqueles que levamos regularmente, os nossos cônjuges, ao limite...
...Somos aqueles que perdemos carros, colocamos os nosso pertences em carros alheios, fechamos portas com chaves por dentro, perdemos chaves, documentos, papéis...frangos...e sei lá mais o quê....
...Somos aqueles que saímos sozinhos com quatro crianças e é sempre a descontração total...é deixá-los livres nas lojas de brinquedos, na praia, nos parques...
O meu cunhado é aquele que me apoia sempre em todas as situações e sempre com imensa calma e sempre de boa vontade.
Hoje, ouvi esta música da Whitney Houston (que adoro) na rádio ...e lembrei-me dele.
Lembrei-me porque a última vez que dancei numa Disco, a “curtir” um som, foi com ele, na passagem de ano....Estávamos com a família inteira, mas eu e ele mais as nossas 4 crias, fomos praticamente os donos da pista...por meia horinha. (crianças, familiares que já ultrapassaram a idade do “meio bilhete” e mais a minha irmã com sono, não nos deixaram “curtir” mais)...
Whitney Houston - I Wanna Dance With Somebody
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
#46 - A música da minha vida...ou o que estou a ouvir agora...ou a musica do momento...ou porque me apetece
Simples...assim...nós é que complicamos...
"É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua"
Ana Carolina, Seu Jorge - É Isso Aí (The Blower's Daughter)
Mãe trabalhadora
"Mãe, és trabalhadora ou zangada?"
"Não estou a perceber..."
"Mãe, eu acho que és trabalhadora, nunca te zangas connosco!"
"Aí é? Mas então não sou querida e não brinco contigo?"
"Sim, mas hoje estivemos a fazer um exercício e não estavam essas palavras no livro e a professora perguntou e nós só podíamos dizer as que lá estavam...também havia mãe presente, mas não escolhi porque nunca me das presentes..."
"Aí é?"
"Sim e também havia mãe doçura mas tu nunca me queres dar doces, então quando a professora perguntou eu disse que estavas sempre a trabalhar!"
M- 7 anos
"Não estou a perceber..."
"Mãe, eu acho que és trabalhadora, nunca te zangas connosco!"
"Aí é? Mas então não sou querida e não brinco contigo?"
"Sim, mas hoje estivemos a fazer um exercício e não estavam essas palavras no livro e a professora perguntou e nós só podíamos dizer as que lá estavam...também havia mãe presente, mas não escolhi porque nunca me das presentes..."
"Aí é?"
"Sim e também havia mãe doçura mas tu nunca me queres dar doces, então quando a professora perguntou eu disse que estavas sempre a trabalhar!"
M- 7 anos
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Vamos ajudar
Uma amiga minha fez um apelo em nome da NÓS.ENTRE IGUAIS, que ajuda sem abrigos no Porto.
Combinei com ela enviar uma pequena ajuda...
...hoje quando fui comprar comida para enviar, lembrei-me do seguinte: não serei eu a enviar, mas sim as minhas crias.
Vai daí arranjei umas caixas e pedi para eles acondicionarem a comida nas mesmas e escreverem uma nota a quem vai receber e entregar esta pequena ajuda.
Expliquei o motivo, expliquei que por muito pouco que fosse a ajuda, fazia grande diferença para muita gente e combinámos que agora todos os meses iríamos escolher "uma causa" e eles iriam ajudar.
Acho que se sentiram bem com a iniciativas e mostraram-se empenhados...e tenho a certeza que assim a ajuda ao próximo...fará parte deles.
Combinei com ela enviar uma pequena ajuda...
...hoje quando fui comprar comida para enviar, lembrei-me do seguinte: não serei eu a enviar, mas sim as minhas crias.
Vai daí arranjei umas caixas e pedi para eles acondicionarem a comida nas mesmas e escreverem uma nota a quem vai receber e entregar esta pequena ajuda.
Expliquei o motivo, expliquei que por muito pouco que fosse a ajuda, fazia grande diferença para muita gente e combinámos que agora todos os meses iríamos escolher "uma causa" e eles iriam ajudar.
Acho que se sentiram bem com a iniciativas e mostraram-se empenhados...e tenho a certeza que assim a ajuda ao próximo...fará parte deles.
#1 - Profissões que me fazem falta
O Gasolineiro
Se há coisa que detesto é ter de pôr gasóleo na minha viatura...(tão filha da minha mãe).
...não posso com o cheiro que se entranha em todo o lado...mãos, pele, sola dos sapatos, roupa...
...e é toda uma canseira:
Sair do carro, dar a volta até ao depósito, tirar luvas do guarda luvas, colocar as luvas de plástico, olhar para o senhor que está atrás na sua viatura à espera (normalmente, é um homem e que está com aquele olhar incrédulo e de desprezo, a observar todo este ritual e a desesperar pela sua vez), tirar a mangueira, coloca-la no deposito e ficar a olhar para um mostrador que roda demasiado depressa para tanto dinheiro, colocar a mangueira no sitio, fechar o depósito, tirar as luvas e deitar fora, entrar no carro e tirá-lo dali para dar vez ao senhor que está atrás de mim (e que a esta hora, depois de me chamar nomes feios, afinal até acha que sou uma pessoa civilizada e que não deixo ali o carro para ir pagar). Voltar a sair do carro, ir à caixa pagar, voltar a entrar no carro, limpar as mãos com toalhitas, colocar creme cheiroso nas mãos, na esperança que o cheiro passe depressa...e arrancar...mais pobre, cansada, mas com a viatura cheia de energia.
Ora, é sabido que as Gasolineiras têm lucros brutais...É sabido que o Gasóleo e a Gasolina são cada vez mais caros (pagamos a peso de ouro, espera, parece-me que o ouro já deve estar mais barato)...É sabido que nós somos clientes das Gasolineiras...
...E somos nós que temos de fazer tudo? E deixar balúrdios nas suas caixas, para podermos circular com as nossas viaturas? E deixaram de ter uma atençãozinha ao cliente? Que raio de relação é esta? É tudo para o lado do vendedor?
...A profissão Gasolineiro tem de voltar...
...há desemprego e esta profissão faz mesmo muita falta...
....reparem: sem sair do carro, dou um Bom dia com um sorriso enorme ao Gasolineiro, ele cheio de boa vontade enche-me o depósito e vem à janela com a maquina multibanco para deixarmos o mesmo balúrdio que no modelo atual...o senhor que aguarda a sua vez atrás de mim, está relaxado a ouvir noticias , despedimo-nos felizes, porque ambos temos emprego e porque eu não cheiro a gasolina e nem me cansei!!!! As Gasolineiras continuam Felizes, porque continuam a ter lucros brutais, mas agora voltaram a ter clientes mais Felizes...
...E eu, o Gasolineiro e as Gasolineiras viveríamos Felizes para sempre!!!!
Se há coisa que detesto é ter de pôr gasóleo na minha viatura...(tão filha da minha mãe).
...não posso com o cheiro que se entranha em todo o lado...mãos, pele, sola dos sapatos, roupa...
...e é toda uma canseira:
Sair do carro, dar a volta até ao depósito, tirar luvas do guarda luvas, colocar as luvas de plástico, olhar para o senhor que está atrás na sua viatura à espera (normalmente, é um homem e que está com aquele olhar incrédulo e de desprezo, a observar todo este ritual e a desesperar pela sua vez), tirar a mangueira, coloca-la no deposito e ficar a olhar para um mostrador que roda demasiado depressa para tanto dinheiro, colocar a mangueira no sitio, fechar o depósito, tirar as luvas e deitar fora, entrar no carro e tirá-lo dali para dar vez ao senhor que está atrás de mim (e que a esta hora, depois de me chamar nomes feios, afinal até acha que sou uma pessoa civilizada e que não deixo ali o carro para ir pagar). Voltar a sair do carro, ir à caixa pagar, voltar a entrar no carro, limpar as mãos com toalhitas, colocar creme cheiroso nas mãos, na esperança que o cheiro passe depressa...e arrancar...mais pobre, cansada, mas com a viatura cheia de energia.
Ora, é sabido que as Gasolineiras têm lucros brutais...É sabido que o Gasóleo e a Gasolina são cada vez mais caros (pagamos a peso de ouro, espera, parece-me que o ouro já deve estar mais barato)...É sabido que nós somos clientes das Gasolineiras...
...E somos nós que temos de fazer tudo? E deixar balúrdios nas suas caixas, para podermos circular com as nossas viaturas? E deixaram de ter uma atençãozinha ao cliente? Que raio de relação é esta? É tudo para o lado do vendedor?
...A profissão Gasolineiro tem de voltar...
...há desemprego e esta profissão faz mesmo muita falta...
....reparem: sem sair do carro, dou um Bom dia com um sorriso enorme ao Gasolineiro, ele cheio de boa vontade enche-me o depósito e vem à janela com a maquina multibanco para deixarmos o mesmo balúrdio que no modelo atual...o senhor que aguarda a sua vez atrás de mim, está relaxado a ouvir noticias , despedimo-nos felizes, porque ambos temos emprego e porque eu não cheiro a gasolina e nem me cansei!!!! As Gasolineiras continuam Felizes, porque continuam a ter lucros brutais, mas agora voltaram a ter clientes mais Felizes...
...E eu, o Gasolineiro e as Gasolineiras viveríamos Felizes para sempre!!!!
Tentam tudo
"Mãe, tenho duas bolas brancas nas unhas do dedo mindinho e no indicador...quer dizer que vou ter dois presentes!"
(?????)
M- 8 anos
(?????)
M- 8 anos
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Bailarico
"Mãe, mas pensas que a nossa vida agora é como o Bailarico que era no vosso tempo, em que eram todos amigos, tinham grandes festas e usavam Se Faz Favor e Obrigada?!...antes é que a Escola era um Bailarico!"
(????????????????????????????)
MT- 10 anos
(????????????????????????????)
MT- 10 anos
#45 - A música da minha vida...ou o que estou a ouvir agora...ou a musica do momento...ou porque me apetece
Fomos ao "Cirque du Soleil"...não gostei..."muita parra para pouca uva"...
...mas os palhaços (das melhores partes e com muita graça)...lembraram-me de Jacques Brel...
...mais uma vez...conheci e habituei-me a ouvir em casa, "pela mão dos meus pais".
Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas
...mas os palhaços (das melhores partes e com muita graça)...lembraram-me de Jacques Brel...
...mais uma vez...conheci e habituei-me a ouvir em casa, "pela mão dos meus pais".
Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas
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